“O que vem à sua cabeça quando se fala em um judeu? O que você imagina?” Essas perguntas instigantes são o ponto de partida de “Na Nossa Pele“, um documentário que começa com a singela imagem de uma sala vazia, um sofá à espera, e convida o espectador a preencher esse espaço com novas e inesperadas perspectivas.
Longe dos estereótipos do judeu branco, europeu e rico, o roteiro nos desafia a ir além da superficialidade, revelando que há pluralidade na comunidade judaica brasileira.
Essa importante reflexão será apresentada ao público na exibição do curta “Na Nossa Pele”, neste 30 de junho, às 20h, na Estação NET Gávea (RJ). Evento que a Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ) tem apoiado na divulgação.
Essa exibição marca o primeiro lançamento de uma série idealizada por Gabriel Richard e Flavia Wajnbergier (do Centro Cultural Mordechai Anilevitch – CCMA-Rio), e Melissa Goichman (da Meretz Brasil), incluirá uma roda de conversa pós-filme.

“O documentário propõe uma reflexão a partir de depoimentos de pessoas da comunidade judaica que enfrentam a invisibilidade por não serem percebidas como são, dentro e fora da realidade do seu grupo”, explica Gabriel Richard, que é educador e pesquisador.

Dentre as pessoas entrevistadas está a jovem Rebeca Regen, que fala sobre as intersecções que lhe atravessam enquanto mulher, negra e judia: “Nasci sabendo que era judia… eu comecei a me entender como uma pessoa preta muito mais tarde… e agora isso vem primeiro, não cronologicamente falando.”
Ao longo do documentário vai se descobrindo de um modo muito sensível os sentimentos de mais profundos de pessoas da comunidade que não são o que a maioria imagina ser um judeu ou uma judia.
“Quisemos trazer audiovisualmente a presença de quem não pode ser apagado e, para nós, abordar a questão racial também busca necessárias respostas ao antissemitismo”, completa Gabriel Richard, que já adianta que não será no documentário que as respostas serão dadas. “A proposta da nossa abordagem não é “dar respostas, mas pensar em caminhos fortalecidos”, conclui, bem ao estilo da cultura judaica.
No Brasil, dos cerca de 120 mil judeus (0,06% da população, segundo a Conib e o IBGE), estima-se que aproximadamente 5 mil sejam pessoas não brancas ou negras. Uma realidade muitas vezes ignorada, mas que “existe!”, como o documentário faz questão de afirmar.
Comunicação FIERJ – Gato Amarelo Comunicação

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